O Evangelizador perante a homossexualidade

Homossexualismo e Vampirismo
Autor: José Herculano Pires
No capítulo trágico das obsessões em massa temos otópic o especial do vampirismo. Desde a mais alta
Antigüidade os c asos de obsessão e loucura foram
tratados a pancadas para expulsão dos demônios
c ausadores. Na Idade Média, como disse Conan Doyle,
houve uma invasão de bárbaros, que os clérigos
combatiam com afogamento das vítimas nos rios e lagos
e a queima dos hereges vivos em praça pública, sobre
montes de lenha a que se ateava o fogo da purificação.
Nos conventos e mosteiros houve a infestação dos
súcubos e íncubos, demônios libertinos que se
apossavam das vítimas, homens e mulheres, para
relações sexuais delirantes.
A eclosão da Renascença, após o milênio de torturas e
matanças, aliviou o planeta c om a renovação da cultura
mítico- erótica, em que as flores roxas da mandrágora
atraíam os vampiros do sexo condenado.
Em nossos dias assistimos a um explodir de recalques
e frustrações nas águas sujas da pornografia e da
criminalidade erótica. Voltam os vampiros, em bandos
famintos, ansiosos pelo sangue de novas vítimas.
No meio espírita surgem livros mediúnicos de
advertência, como Sexo e Destino, na psicografia
de Chico Xavier. São revelações chocantes,
mas necessárias, de um aspecto aterrador do problema
mediúnico. Não atestam c ontra a mediunidade, mas
tentam despertar os incautos quanto aos perigos do
mediunismo selvagem.
São muitos os casos de sexualidade mórbida, exasperada
pelos vampiros. Esta denominação é dada aos Espíritos
inferiores que se deixaram arrastar nos delírios da
sensualidade e continuam nessa situação após a morte.
A Psiquiatria materialista, impotente diante da
enxurrada, incapaz de perceber a ação parasitária dos
vampiros, desiste da cura dos desequilíbrios sexuais
e cai vergonhosamente na aceitação desses casos como
normais, estimulando as vítimas no desgaste de suas
energias vitais, em favor do vampirismo. Não obstante,
mesmo ignorando as causas profundas do fenômeno
ameaçador, poderia ela contribuir para o socorro
a essas criaturas, através de teorias equilibradas
sobre desvios sexuais.
Ao invés de dar-lhes a falsa cidadania de normalidade,
podiam os psiquiatras da libertinagem recorrer
às teorias da dignidade humana, que se não são
espirituais, pelo menos defendem os direitos do
Espírito. Mas preferem deixar-se envolver, que é mais
fácil e mais rendoso, tornando-se os camelôs ilustres
da homossexualidade, os protetores e incentivadores
pseudocientíficos da depravação.
A existência de certas formas de vampirismo, como a
sexual, que viola os princípios morais e religiosos,
foi pouco tratada no Espiritismo em virtude do
escândalo que provocava, podendo até mesmo causar
perturbações a criaturas simples e excessivamente
sensíveis.
A maioria dos casos do chamado homossexualismo
adquirido, senão todos, provêm de atuação obsessiva
de entidades animalescas, entregues a instintos
inferiores. Mas a responsabilidade não é só das
entidades, é também das vítimas que, de uma forma ou
de outra, se deixaram dominar pelos primeiros impulsos
obsessivos ou até mesmo provocaram a aproximação
das entidades.
A experiência de vários casos dessa natureza
revela-nos ainda os motivos da provação, decorrentes
de atrocidades praticadas no passado pelas vítimas
atuais, que são agora colocadas na mesma condição
em que colocaram criaturas inocentes em encarnações
anteriores.
A lei de causa e efeito, determinando o karma da
terminologia indiana, colhe suas vítimas geralmente
no período da adolescência, quando essas ocorrências
são mais favorecidas pela crise de transição
da idade. Mas também há casos ocorridos na idade
madura e na velhice, dependentes, ao que parece, de
crises típicas desses períodos. Nos casos chamados
de perversão constitucional a presença de obsessores
não está excluída, pois eles são fatalmente atraídos
e ligam-se às vítimas excitando-lhes as sensações e
agravando-lhes a perturbação.
Em todos esses casos o auxílio de práticas
espíritas específicas dá sempre resultados. E se
houver boa-vontade da parte das vítimas os casos
serão resolvidos, por mais prolongado que se torne o
tratamento. Em casos difíceis e complexos como esses,
é necessária uma boa dose de compreensão e paciência
da parte dos que os tratam e uma estimulação constante
das vítimas na busca da normalidade.
Os desvios sexuais têm procedências diversas. Suas
raízes genésicas podem vir de profundidades
insondáveis. A própria filogênese do sexo, que
c omeça aparentemente no reino mineral, passando pelo
vegetal e ao animal, para depois chegar ao homem,
apresentando enorme variação de formas, inclusive a
autogênese dos vírus e das células e a bissexualidade
dos hermafroditas, justifica o aparecimento de desvios
sexuais congênitos.
Mais próximos de nós, nas linhas da hereditariedade
germinal estão os ritos da virilidade de antigas
civilizações, entre as quais a Grécia e Roma arcaicas,
onde em várias épocas esses ritos vigoraram de
maneira obrigatória, como em Esparta, onde os
efebos, adolescentes, deviam receber a virilidade
transmitida por homens adultos e viris através da
prática homossexual, fornecem elementos possíveis
de explicação para o fenômeno.
(Transcrito da obra Mediunidade, de José Herculano Pires, capítulo O
Vampirismo, publicada pela editora Edicel).