Dois livros de poesias de J. Herculano Pires se destacam, Argila e Murais, sendo que o livro Murais é uma reedição do poema África com novas poesias de Herculano sobre os continentes africano e americano e uma poesia alusiva ao Brasil.
África foi levado ao Teatro João Caetano por atores do Teatro Experimental dos Negros. E posteriormente declamado em sucessivas solenidades comemorativas da extinção da escravatura no Brasil.
J. Herculano Pires foi o que podemos chamar de homem múltiplo. Filósofo, educador, jornalista, escritor, parapsicólogo, romancista, poeta, fiel tradutor de Kardec, em todas as atividades – inclusive, fora do movimento espírita – sua inteligência superior iluminada pelo espiritismo e aliada a uma cultura onímoda e humanística brilhou com grande magnitude, fazendo o público crescer espiritualmente.
Espírita desde os 22 anos de idade (foi menino-prodígio), ninguém no Brasil e no estrangeiro mergulhou tão fundo na obra da codificação kardeciana e ninguém defendeu mais – e com mais competência do que ele – a pureza doutrinária, que colocava acima das instituições e dos homens.
O espírito Emmanuel, por meio do médium Chico Xavier, declarou ser Herculano Pires "o metro que melhor mediu Kardec" e "a maior inteligência espírita contemporânea".